a história de Ana

A HISTÓRIA DE ANA

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O QUE VEREMOS NESTE ESTDUDO SOBRE A HISTÓRIA DE ANA

 

Neste estudo sobre a história de Ana examinaremos os versículos desta passagem bíblica que mostra a aflição de uma mulher que não conseguia gerar filhos, mas que por causa de sua oração perseverante conseguiu alcançar a graça de Deus. Veremos alguns detalhes relacionados ao pedido de Ana, sobretudo a importância de se deleitar no Senhor com o coração derramado. Iniciaremos com a leitura do texto a seguir:

TEXTO: 1 Samuel 1:1-28 

1-Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.
2-E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
3-Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao Senhor dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
4-E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.
5-Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.
6-E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o Senhor lhe tinha cerrado a madre.
7-E assim fazia ele de ano em ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, a outra a irritava; por isso chorava, e não comia.
8-Então Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?
9-Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.
10-Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente.
11-E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.
12-E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli observou a sua boca.
13-Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada.
14-E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho.
15-Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR.
16-Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora.
17-Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.
18-E disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste.
19-E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o Senhor, e voltaram, e chegaram à sua casa, em Ramá, e Elcana conheceu a Ana sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.
20-E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.

 

EXAMINANDO OS VERSÍCULOS

 

No primeiro versículo vemos a bíblia nos mostrando onde viviam os principais personagens deste estudo. Elcana (que significa “Deus tem adquirido) e sua família viviam em Ramataim-Zofim que era uma região montanhosa. O significado de Ramataim está associado a “duas elevações”. É comum vermos referência a essa região como Ramá, que quer dizer a altura.

 

1 Samuel 15:34: Então Samuel se foi a Ramá; e Saul subiu à sua casa, a Gibeá de Saul.

No segundo verso observamos que Elcana tinha duas mulheres: Ana e Penina. Naquela época a poligamia era comum e permitida. Contudo, não era qualquer um que poderia sustentar mais de duas mulheres. Por isso, somente os reis e pessoas muito ricas é quem possuíam os haréns.

 

1 Reis 11:3: E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.

No versículo 3 vemos a expressão Senhor dos Exércitos” sendo usada. Ela começou a ser utilizada justamente no Santuário de Siló. Esses exércitos eram uma referência as tropas de Israel. Essa expressão foi utilizada por Davi.


1 Samuel 17:45: Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.

Depois, esta expressão começou a ser utilizada pelos profetas e seu significado não se restringiu mais as hostes israelita, mas sim, o exército do céu: anjos, astros e todo cosmo celestial.

 

Salmos 103:20: Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra.

No verso 5 verificamos que Ana não podia ter filhos, pois Deus tinha lhe cerrado a madre. No antigo testamento a incapacidade de gerar filhos era considerada como uma maldição ou uma desonra para a mulher.

 

Essa esterilidade de Ana está sendo atribuída a Deus, que não permitia que ela pudesse ter filhos. Em um olhar frio poderemos até questionar o porquê disso. Mas, devemos compreender que o Senhor sempre está além, Ele sabe o que nós jamais poderemos imaginar.

 

Neste caso de Ana, temos que compreender que ela estava sendo preparada para o nascimento de um indivíduo que viria a ser um grande homem de Deus. Devemos observar, ainda, que por mais que passemos por aflições, decepções e situações de incapacidades, Deus está nos preparando para algo maior. Lembrem, é por meio da fraqueza que nos fortalecemos.

 

2 Coríntios 12:9,10: E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

Sendo assim, mediante nossas mágoas, fraquezas e deficiências devemos levá-las ao Pai, assim como fez Ana. Ela amava a Deus e foi chamada para o cumprimento de um grande propósito, por isso Deus atendeu sua petição.

 

Romanos 8:28: E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

No versículo seguinte reparamos que a angústia de Ana se agravava ainda mais, porque Penina a humilhava pelo fato dela ainda não ter conseguido dar um filho à Elcana. Isso gerava uma desavença entre as duas, que passaram a ser rivais. Essa mesma situação foi observada na casa de Abraão, quando Agar teve o filho que Sara ainda não tinha concebido.

 

Gênesis 16:5: Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.

E assim, a cada ano que subiam para a casa do Senhor, para realizarem sacrifícios de agradecimento. Penina sempre irritava Ana por não conseguir gerar um filho, enquanto ela já tinha concebido vários.

 

No verso 8 vemos a ênfase ao choro de Ana, que já não mais aguentava essa humilhação. Elcana, a vendo nesta situação, tentava consolá-la. Ele indagava a Ana por que ela sofria tanto por não ter um filho, por que ela não era feliz por tê-lo como marido, já que, segundo ele, era “melhor que dez filhos”. Esse era um tipo de ditado, quando se queria dizer que uma pessoa era muito boa para com alguém da família. Vemos isso em Rute, que era considerada “melhor que sete filhos”, para Noemi, sua sogra.

 

Rute 4:15: Ele te será por restaurador da alma, e nutrirá a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos.

No versículo seguinte notamos que, já em Siló eles fizeram o ritual de sacrifício de reconciliação e comeram uma parte do animal, assim como dizia a lei de Moisés.

 

Deuteronômio 12:6,7: E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas.
E ali comereis perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis em tudo em que puserdes a vossa mão, vós e as vossas casas, no que abençoar o Senhor vosso Deus.

Naquele local se encontrava o templo do Senhor e a arca da aliança do Senhor era guardada lá.

 

1 Samuel 4:3: E voltando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da aliança do Senhor, e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos.

No versículo 10 vemos que Ana estava inconformada com sua esterilidade e por isso orava com muito fervor, com amargura de alma. Essa mesma forma de oração pode ser comparada a de Jó, quando se encontrava em uma situação bem difícil.

 

Jó 7:11: Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma.

No versículo subsequente Ana faz um voto com o Senhor dizendo que se Deus a concedesse um filho, este seria dado em consagração à Ele e em sua cabeça não passaria navalha. Isso quer dizer que Ana estava fazendo um voto de Nazireu, que ocorria quando a mãe separava o filho para ser direcionada para a obra de Deus e enquanto este estivesse no voto, não poderia cortar o cabelo.

Números 6:5: Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua cabeça não passará navalha; até que se cumpram os dias, que se separou ao Senhor, santo será, deixando crescer livremente o cabelo da sua cabeça.

Nos versículos 12, 13 e 14 percebemos que Ana continuava em sua oração fervorosa. Ela falava com Deus apenas mexendo seus lábios, sem que ninguém a escutasse. Isso fez com que o sacerdote Eli pensasse que ela estava embriagada de vinho. No verso seguinte, vemos ela respondendo ao sacerdote que era uma mulher atribulada de espírito e não estava sob efeito de bebida alguma.

 

Ana nos mostra, com essa forma de orar, que é necessário nos derramarmos perante o Senhor para que Ele possa atender nossos pedidos. O salmista Davi também dizia isso, que devemos confiar em Deus com o nosso coração.

 

Salmos 62:8: Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio. (Selá.)

No versículo 16 Ana tem a preocupação de mostrar para o sacerdote Eli que ela não queria ser considerada uma filha de Belial, ou seja, uma pessoa que servia a outros deuses ou seguidora do maligno. No Antigo Testamento “filho de Belial” eram considerados os que não queriam seguir os preceitos de Deus e serviam aos outros deuses.

 

Deuteronômio 13:13: Uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes;

Observamos no versículo 17, que Eli havia compreendido a situação de Ana e a despede para que vá em paz. Essa era uma forma de abençoá-la e dizer que por meio da fé que tinha, ela iria lançar vitória.

 

Juízes 18:6: E disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que seguis está perante o Senhor.

Lucas 7:50: E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

No versículo 18 já contemplamos o semblante de Ana diferente, não mais triste. Podemos imaginar que as palavras de Eli tenham sido reconfortantes. Ela esperava achar graça aos olhos do sacerdote e de Deus para que pudesse alcançar seu pedido. Quando Deus fala aos nossos corações sentimos logo o consolo do Senhor e a tristeza indo embora do nosso coração. Isso também aconteceu com Rute.

 

Rute 2:13: E disse ela: Ache eu graça em teus olhos, senhor meu, pois me consolaste, e falaste ao coração da tua serva, não sendo eu ainda como uma das tuas criadas.

 

Com uma alegria renovada, Ana e sua família voltaram para Ramá e lá Elcana “conheceu” a Ana e o Senhor lembrou de sua petição. Esse termo “conheceu” se refere ao ato sexual. O vemos esse termo em várias partes da bíblia, a começar por Gênesis.

Gênesis 4:1: E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem.

Neste versículo vemos que todo sofrimento de Ana acabaria, pois seu filho lhe foi gerado. Deus não deixou por despercebido tudo de ruim que Ana passou, nem suas lágrimas derramadas em oração pelo Senhor.

 

O filho de Ana recebeu o nome de Samuel, que em hebraico quer dizer “o seu nome é Deus” ou “ouvido por Deus”. Isso porque também está associado a um verbo na mesma língua, com pronúncia parecida que quer dizer pedir. Isso porque Samuel foi um pedido de sua mãe a Deus.

 

Depois do nascimento de Samuel, Elcana subiu mais uma vez para Siló, mas Ana não o acompanhou porque ela faria isso apenas quando seu filho fosse desmamado, para ser deixado sob os cuidados do sacerdote Eli, assim como foi o voto de Ana.

 

Quando Samuel foi desmamado, sua mãe o levou ao templo do Senhor, como havia prometido. Lá foi realizado um sacrifício com três bezerros e um efa de farinha. Naquele momento todos adoraram ao Senhor e agradeceram pelo milgre alcançado por Ana. Daquele dia em diante, Samuel viveu integralmente servindo a Deus.

 

REFLEXÃO SOBRE A HISTÓRIA DE ANA

Nos dias atuais estamos vivenciando um período em que as pessoas valorizam muito a aparência, a estética. Muitos se esforçam além da conta para manterem um físico avantajado ou uma beleza exterior que chame a atenção de quem olha. Isso é válido tanto para homens quanto para mulheres.

 

Claro que o objetivo aqui não é criticar quem procura se tornar uma pessoa mais bonita. A questão é: o que se faz para se chegar a isso? Qual o grau de prioridade, no que diz respeito as coisas mais importantes. Isso mesmo! O que de fato é prioridade em nossas vidas? Estamos buscando primeiro nossas coisas ou as do Senhor?

 

Mateus 6:33: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

 

Os objetivos que nós temos, são para a nossa plena satisfação? Ou em algum momento, Deus está fazendo parte dos nossos sonhos e objetivos? Queremos agradar tão somente satisfazer os nossos desejos ou a Deus? Temos que ter muito cuidado para não deixar prevalecer os desejos da carne.

 

Gálatas 5:16: Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.

Uma última pergunta reflexiva: O que temos é nosso ou do Senhor?

 

São essas questões que nos fazem refletir sobre o que estamos fazendo e o que estamos priorizando em nossas vidas. Neste sentido, precisamos refletir sobre a história de Ana, mãe do profeta Samuel, o exemplo de uma mulher que pode nos ensinar muita coisa.

 

Antes de ter Samuel, a bíblia diz que Ana era estéreo. Por causa disso, sofreu muito. Ela era casada com Elcana, que também tinha por esposa, Penina. Diferentemente de Ana, Penina tinha vários filhos. O fato de Ana não ter filhos levava a Penina importuná-la, provocá-la e humilhá-la. Pois, segundo ela, Ana não era mulher suficiente para gerar um filho para seu esposo, coisa que ela fazia muito bem.

 

Essa aflição passada por Ana serve para lembrarmos que todos nós vivenciamos momentos de angústia e aflições. Isso é um fato que Jesus já havia nos alertado:

 

João 16:33: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

É bem verdade que Jesus também nos mostra que nEle teríamos paz. Portanto, assim como Ana, deveremos buscar ao Senhor quando nos encontrarmos em situações difíceis.

 

Salmos 18:6: Na minha aflição clamei ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do seu templo ele ouviu a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos.

Todos os anos Elcana e suas esposas subiam até o monte Siló para oferecer sacrifícios ao Senhor e orar para que ele continuasse os abençoando. Esse período deveria ser muito complicado para Ana, pois não compreendia por que Deus não concedia esse sonho de ser mãe.

Foi difícil para Ana assim como é para nós quando passamos por problemas que parecem ser injustos. A questão é que não compreendemos o que Deus já consegue contemplar muito além. Nossos planos e pensamentos não são os mesmos de Deus, que são muito mais altos que os nossos.

Isaías 55:8,9: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

Assim como Ana, muitas pessoas são estéreis, não só por não conseguirem ter filhos, como também por não conseguirem realizar seus sonhos, alcançar seus objetivos.

Todo esse sofrimento poderia fazer de Ana, uma pessoa derrotada e sem esperanças.

 

Mas, diferentemente de muitas pessoas que não conseguem alcançar seus objetivos, ela nunca desistiu do seu maior sonho e procurou quem poderia a ajudar, pois sabia das maravilhas que o Senhor já fez, por isso o buscava de todo o coração.

 

Jeremias 29:13: Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração.

Assim como abriu a madre de Sara, poderia fazer o mesmo com ela. Ana, portanto, foi ao lugar certo, a presença do Senhor. E da forma correta, se humilhando em sua presença e demonstrando que Ele era a prioridade.

 

Ela resolveu deixar de lado as tristezas causadas pelas palavras de Penina, para dar lugar a esperança proveniente de Deus. Ela não se importava com o que os outros dissessem ao seu respeito. Mesmo o sacerdote Eli a chamando de embriagada não foi o suficiente para que ela deixasse de orar da forma fervorosa que ela vinha orando.

 

Seu choro era tão comovente como o de uma pessoa que já era mãe. Ela utilizava sua fé e esperança em Deus para internalizar esse desejo. Deus conhece nossos corações e sabia que o amor de Ana para com seu filho da esperança era muito grande. A própria bíblia compara o amor de Deus com o de uma mãe.

 

Isaías 66:13: Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.

Em um momento de tristeza, choro e clamor de Ana, Elcana pergunta: “por que você não quer comer? Por que choras? Será que não sou melhor que dez filhos?” Apesar de Elcana amar a Ana, não seria capaz de preenchê-la por completo, pois o que ela realmente queria era ser mãe.

 

Ana queria tanto alcançar essa dádiva que prometeu ao Senhor que se a ela fosse dada um filho, este seria do Senhor por toda vida. Ela estaria disposta a consagrar seu filho para o serviço de Deus. Então, o Senhor atendeu ao seu pedido e logo Ana se tornou mãe. A noite pode até parecer longa, mas com o amanhã de Deus vem a alegria.

 

Salmos 30:5: Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Portanto, amados irmãos, que possamos ser como Ana, perseverantes em oração e convictos de que se buscarmos ao Senhor de todo coração, Ele nos atenderá.

 

João 14:14: Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

João 15:7: Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.

 

Que este estudo sobre a história de Ana seja de grande valia para sua vida espiritual. Que Deus te abençoe.

 

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