A história de Ester

A HISTÓRIA DE ESTER: UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

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O QUE EXAMINAREMOS NA HISTÓRIA DE ESTER

Neste estudo examinaremos a história de Ester, que se passa em um período no qual o povo judeu estava exilado sob os domínios dos persas, estes que derrotaram os babilônicos que anteriormente haviam posto em cativo o povo de Deus. Observaremos que mesmo o nome de Deus não sendo mencionado no livro, não há dúvidas de sua intervenção no tocante a proteção e livramento dos israelitas das ciladas dos inimigos. Além disso, veremos, na história de Ester que tanto ela quanto seu primo Mardoqueu foram importantíssimos para que os planos de Deus pudessem ser cumpridos. Para iniciarmos, portanto, essa jornada, façamos a leitura do texto a seguir:

TEXTO: ESTER 4: 13-17

Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus.
Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?
Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu:
Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.
Então Mardoqueu foi, e fez conforme a tudo quanto Ester lhe ordenou.


A história de Ester se passa no período pós-exílio babilônico, que findou com a vitória dos persas perante o império babilônico. Os judeus, portanto, passaram a morar em Susã, capital da Pérsia, foram submetidos aos seus comandos.O governante da Pérsia era o rei Xerxes I, que também era chamado de Assuero pelos Hebreus.

É interessante destacar que no livro de Ester não se menciona o nome de Deus. Esse fato fez com que muitos críticos não considerassem esse livro como divinamente inspirado ou digno de fazer parte das escrituras sagradas.

No entanto, quando lemos sobre a história de Ester passamos a ter a certeza de que Deus a todo momento esteve livrando e protegendo o povo judeu dos seus inimigos e perseguidores.

Daqui já podemos tirar uma grande lição, Deus não desampara os seus. Não adianta ficarmos preocupados e desesperados diante das situações difíceis. Temos que depositar nossa confiança em Deus, pois Ele sempre cuida de nós.

Mateus 6:25: Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

Salmos 46:1: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Isaías 31:5: Como as aves voam, assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém; ele a amparará, a livrará e, passando, a salvará.

O próprio Jesus nos ensinou a orar a Deus pedindo livramento.

Mateus 6:13: E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

Além disso, existem muitas promessas de proteção da parte de Deus contra os inimigos de seu povo.

Salmos 91:7: Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

No tocante a história que se passa neste livro enigmático, temos que contextualizar a situação em que permitiu que Ester assuntasse ao trono e se tornasse rainha.

Tudo começa com um banquete realizado pelo rei Assuero. Este queria mostrar toda sua riqueza, poder e gloria para as nações vizinhas. Por isso, convida os mais importantes representantes destas nações e realiza uma festa que duraria 180 dias.

Em um dos momentos de bebedeira, o rei se encontrava embriagado de vinho e chamou sua esposa, então rainha Vasti, para poder exibir sua beleza para os convidados. A rainha, porém, não atendeu ao pedido do rei, certamente por se achar constrangida diante daquela situação.

Por causa desta situação, o rei Assuero se sentiu envergonhado perante aqueles homens importantes, ficando, assim, enfurecido com Vasti. Por esse motivo, destituiu a rainha de seu posto e a expulsou do palácio.

Os conselheiros do rei o orientaram a encontrar uma nova rainha para substituir Vasti. Foi então que Assuero resolveu fazer uma espécie de concurso com as mais belas mulheres daquela época.

É nesse contexto que surgem os principais personagens dessa história: Mardoqueu e Hadassa, judeus exilados naquele lugar. Mardoqueu era o responsável pela criação de sua prima Hadassa, que teve seu nome mudado para Ester, exatamente para disfarçar sua identidade Judia. Mardoqueu a coloca neste concurso realizado pelo rei.

Ester era muito bonita e logo chamou a atenção dos organizadores dessa espécie de seleção. Sua beleza também cativou o rei que não teve dúvidas em escolhê-la como a vencedora e substituta da rainha Vasti.

Por mais que não observemos menção do nome de Deus até aqui, não resta dúvidas de que o Senhor entrou com providências para que Ester pudesse estar no palácio real e ser escolhida rainha, mesmo diante de tantas outras candidatas. Temos que destacar que um escolhido de Deus chama a atenção das pessoas por onde passa.

Aqui fica uma outra lição. Os crentes em Cristo devem sempre deixar resplandecer a luz do Senhor em suas vidadas para que todos possam notar o quão diferente são e que não pertencem ao mudo das trevas.

Mateus 5:16: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Efésios 5:8: Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.

Depois que Ester foi escolhida para ser rainha do povo persa e judeu, Mardoqueu frequentemente passava pelo palácio. Em uma dessas visitas se deparou com um diálogo entre eunucos reais que planejavam assassinar o rei Assuero.

Mardoqueu, então, contou para Ester que por sua vez avisou ao rei sobre essa trama. Depois de uma investigação, houve a comprovação de que realmente eles planejavam a morte do Rei. Por isso, foram enforcados.

Esse fato ficou registrado nos livros das crônicas do rei. Mardoqueu portanto ficou nos registros reais como uma pessoa que salvara o rei de sua morte.

Um outro personagem que merece destaque nesta história é Hamã. Este era um homem de grande confiança do rei, tanto que foi promovido a conselheiro real. O destaque negativo de Hamã é que ele era inimigo declarado dos Judeus. Ele não fazia questão de esconder seu ódio pelo povo de Deus.

Esse ódio aumentou ainda mais quando Mardoqueu se negou a se prostrar diante da presença de Hamã, que exigia reverência de todos pelas ruas quando ele passasse. Mardoqueu insistiu e não se curvou a Hamã.

Esse episódio fez com que Hamã elaborasse um plano diabólico para destruir não só Mardoqueu como todo povo Judeu. Ele convenceu ao rei que realizasse um decreto real que previsse a morte dos judeus no dia 13 de Adar.

Mardoqueu logo ficou sabendo disso e entrou em um luto profundo. Se vestiu de roupas de sacos e passou a clamar pelas ruas. Esse movimento chegou aos conhecimentos de Ester que envia mensageiros para dialogar com Mardoqueu para tentar convencê-lo a vestir roupas e parar com aquilo, pois ainda não sabia do que se tratava.

Mardoqueu, então, não parou e explicou ao mensageiro o que estava ocorrendo. Logo Ester passou a conhecer o motivo pelo qual Mardoqueu clamava. Ele queria que Ester intervisse junto ao rei para que não ocorresse nada de mal com o seu povo.

Ester, porém, ficou receosa por conhecer a proibição de qualquer pessoa de chegar à presença do rei sem ser chamada. Esse ato previa até a morte dessa pessoa. Mas Ester resolveu arriscar. Pediu ao povo que jejuasse e orasse para que nada de mal ocorresse com ela.

Mais outra lição para nós. Temos que aprender que tudo quanto fizermos têm que estar sob a vontade de Deus. Temos que pedir graças, sabedoria, discernimento e permissão ao Senhor diante de uma ação que pretendemos realizar. Quantas vezes fazemos tudo sem sequer perguntar se está dentro da vontade de Deus e acabamos nos frustrando e quebrando a cara. Temos que entregar tudo a Ele.

Salmos 37:5: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.

Salmos 27:14: Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.

Provérbios 3:5: Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Depois do período de jejum e oração, Ester resolve entrar na presença do rei sem ser convidada. Ela deveria torcer que o rei estendesse seu cedro indicando que ela teria permissão de adentrar naquele lugar. Caso contrário Ester seria sentenciada a morte. Mas, como Deus estava no controle, o rei permitiu que ela falasse e ainda prometeu metade de todos os seus bens a ela, caso desejasse. Como Deus é maravilhoso!

Ester, portanto, diz que queria apenas preparar um jantar para o rei e seu conselheiro Hamã. O rei gostou da ideia e aceitou o convite. Hamã, por sua vez se sentiu lisonjeado e seu ego foi as alturas.

Não devemos esquecer que antes desse convite Hamã já havia preparado uma forca para Mardoqueu, exatamente por ele não se curvar diante do conselheiro do rei.

O jantar aconteceu e Ester, até então, não tinha falado nada sobre o que estava sendo tramado contra Mardoqueu e os judeus. Ela apenas os convida mais uma vez para outro jantar que ocorreria no dia seguinte.

Depois disso, vemos mais uma vez a ação de Deus. O rei não conseguia dormir e por isso chamou um dos seus eunucos para ler as crônicas. O interessante que diante de tantos registros foi lido exatamente o que contava do feito de Mardoqueu quando avisou sobre a trama contra o rei.

Ele mesmo perguntou se havia sido feito algo em agradecimento ao que Mardoqueu fez. O eunuco respondeu que nada tinha sido feito. Isso despertou no rei uma vontade de fazer algo que pudesse ser realizado em agradecimento.

O mais irônico de tudo isso é que no outro dia o rei pede conselhos a Hamã para saber o que deveria ser feito para honrar um homem. Hamã, pensando se tratar dele mesmo, disse que o rei deveria colocar esse homem em um cavalo real e anunciar nas ruas que aquele é um grande homem e reconhecido pelo rei. O rei gostou da ideia e pediu para que o próprio Hamã fizesse isso com Mardoqueu.

Já imaginou o quão constrangido deve ter ficado Hamã diante desta situação de desfilar com Mardoqueu de quem ele odiava e ainda gritar pelas ruas dizendo que era assim que um rei honrava um grande homem. A ira que ele sentia fez com que seu coração bramasse o mais rapidamente pela morte de Mardoqueu e dos judeus.

A noite chegou e o segundo jantar ocorreu. No momento, o rei perguntou a Ester qual o seu pedido. Foi então que ela se revelou. Ester disse que era judia e que Hamã pretendia matar todos os judeus que eram seu povo. Portanto, seu pedido era que seu povo pudesse viver.

O rei enfurecido acaba saindo do recinto e quando volta encontra Hamã praticamente de joelhos pedindo a Ester que não o fizesse mal. O rei vê essa cena e a interpreta como uma importunação a rainha Ester. Isso motivou Assuero a chamar os soldados e prender Hamã.

Assuero, então diz que a forca preparada para Mardoqueu seria a utilizada para matar Hamã. Que ironia, não é?

Depois disso, Ester clamou ao rei que pudesse fazer algo para que o decreto de extermínio dos judeus pudesse ser revogado. Como um decreto real não poderia ser revogado, foi feito um outro que previa que os judeus poderiam se defender de qualquer ataque, incluindo matar todo aquele que tentasse contra sua vida. Isso inibiu os inimigos dos judeus.

Esse novo decreto foi comemorado com uma festa que passou a ser chamada de Purim. Este nome deriva do termo “Pur”, cujo significado se relaciona a lançar dados ou sorte, que foi usado por Hamã para escolher o dia em que os judeus seriam mortos. O dia 13 foi escolhido depois que foram lançados os dados.

A rainha Ester, então teve um papel fundamental para que seu povo não perecesse. Ela demonstrou características muito fortes e que podem servir de exemplos para nós cristãos. Ela demonstrou força, coragem, humildade para ouvir, orou com fervor e agiu com estratégia. Além disso, se preocupou mais com a vida das pessoas do que a sua própria.

 

CONCLUSÃO

A história de Ester nos faz perceber o agir de Deus mesmo quando seu nome nem sequer é mencionado. Esse livramento dos judeus não poderia ter ocorrido se o próprio Deus não tivesse escolhido uma pessoa com as características de Ester. Ela foi corajosa ao ponto de arriscar sua própria vida em favor do seu povo. Mas, Deus em sua infinita misericórdia, não deixou de proteger os que lhe obedecem e fazem sua vontade. Temos que aprender com a história de Ester que Deus tem sempre um propósito especial para aqueles que fazem sua vontade. Por isso, devemos estar sempre à sua disposição.

 

Espero que este estudo sobre a história de Ester tenha sido de grande valia para sua vida espiritual. Que Deus te abençoe!

 

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