a história de Moisés

A HISTÓRIA DE MOISÉS

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O QUE VEREMOS NO ESTUDO SOBRE A HISTÓRIA DE MOISÉS

 

Neste estudo sobre a história de Moisés examinaremos a trajetória de um dos maiores homens de Deus que já pisaram na terra, um dos principais personagens da bíblia. Observaremos a história de Moisés registrada nos livros de Êxodo e Deuteronômio, levando em consideração sua origem, o período em que viveu no Egito, a chamada para guiar o povo de Deus e o período em que liderou os israelitas no deserto.  Vamos começar lendo o texto a seguir:

 

TEXTO: DEUTERINÔMIO 34:10-12

 

10-E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera face a face;
11-Nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o Senhor o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra.
12-E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel.

Como sabemos, a história de Moisés é grande e não dá para resumir em uma passagem bíblica. Por isso, resolvi escolher apenas esses três versículos que enfatizam a importância de Moisés. Quando examinamos os livros que contam a história de Moisés podemos perceber ainda mais sua notoriedade. Então, te convido para estudarmos sua história de seu nascimento, sua formação, fuga para o deserto e liderança do povo de Deus na condução à terra prometida, pois, assim, conseguimos ver o agir de Deus e as lições que podemos aprender. Vamos lá!

 

 

A origem de Moisés

 

Ainda nos tempos em que José era governador do Egito, muitos peregrinos hebreus se firmaram em solo egípcio. O objetivo era fugir da fome e da seca que assolavam aquelas regiões onde viviam os israelitas. O grande problema é que essa chegada do povo de Deus ao Egito, não foi bem-vista pelos nativos e governantes.

 

Por isso, que depois da morte de José o povo de Deus passou a ser escravizado. Além disso, o faraó queria reduzir o número de hebreus por temer uma rebelião e uma possível derrota. Para isso, mandou as parteiras matarem todo filho homem que nascesse, para que a população israelita diminuísse o crescimento.

 

Êxodo 1:15,16: E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá), E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva.

Foi nesse contexto de perseguição e morte que nasceu Moisés, filho de Joquebede e Anrão da tribo de Levi. Por isso que logo após seu nascimento, foi escondido. Passou cerca de três meses assim. Depois que a situação estava insustentável e não se tinha mais como escondê-lo, Joquebede, sua mãe, decidiu colocá-lo em uma cesta de papiro e escondeu entre os juncos que ficavam as margens do rio Nilo. Enquanto isso, a irmã mais velha de Moisés, Miriã, acompanhava o destino do cesto conduzido pelas correntes do rio.

 

O cesto que levava o pequeno Moisés parou próximo ao local em que a filha de Faraó Ramsés II encontrava-se tomando banho. Ela pegou o menino e resolveu criá-lo. Para tanto, porém, era necessária uma pessoa para amamentá-lo. Foi aí que a esperta Miriã resolveu oferecer ajuda, afirmando que conhecia uma mulher que poderia ser ama de leite do pequenino menino da cesta. Assim, Moisés acabou sendo amamentado por sua própria mãe.

 

Depois de crescido, Moisés foi entregue de volta a filha de Faraó. Acredita-se que foi ela quem deu o nome a Moisés. Também o colocou nas melhores escolas e nos ambientes em que só poderiam ser frequentados pela alta sociedade da época. Ele viveu como um príncipe e foi instruído em toda ciência egípcia.

 

A fuga de Moisés

 

Mesmo tendo crescido como príncipe egípcio, Moisés não esqueceu de suas origens. Ele não suportava ver maus tratos contra seu povo. Certa vez, presenciou uma agressão contra um hebreu e acabou matando o agressor. Por conta disso, teve que fugir para o deserto de Midiã. Foram cerca de quarenta anos vividos por Moisés no Egito.

 

A vida no deserto

 

Lá nas terras de Midiã, descendente de Abraão, Moisés passou a trabalhar para o sacerdote Jetro. Este tinha sete filhas, sendo uma delas, Séfora (ou zípora) que se tornou esposa de Moisés. Eles tiveram dois filhos: Gerson e Eliezer.

 

Gênesis 25:1,2: E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura;
E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá.

Certo dia, Moisés se encontrava no campo cuidando das ovelhas quando ouviu uma voz, era a voz de Deus que vinha em uma chama de fogo em uma sarça ardente. Deus diz que Moisés foi escolhido por Ele para libertar seu povo da escravidão do Egito e levá-los até a terra prometida.

 

Através desse evento sobrenatural, Moisés conhece à Deus, bem como seus propósitos para com o povo israelita. Deus queria que Moisés retornasse ao Egito. Este se demonstrou relutante quanto a essa ideia. Porém, Deus garantiu que estaria com ele a todo momento, como sinal de que ele tinha sido enviado pelo todo poderoso, o Grande Eu sou.

Moisés também falou pra Deus que não seria eloquente com as palavras, por isso Deus permitiu que se irmão Arão o acompanhasse.

 

O retorno de Moisés ao Egito

 

Com quarenta anos, Moisés chega ao deserto do Sinai (terras de Midiã) e quarenta anos depois, retorna ao Egito para pedir ao Faraó que liberte o povo de Deus que vivia na escravidão. Como esperado, Faraó negou a proposta de Moisés e ainda desprezou o Deus de Israel. Tudo isso já era previsto pelo Senhor que já havia falado a Abraão que julgaria a nação que oprimiria o seu povo.

 

Gênesis 15:13,14: Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.

 

As Dez pragas

 

Como Faraó não libertou o povo Hebreu, Moisés, pelo poder de Deus, lançou as dez pragas que afligiram o Egito.

 

A primeira, transformou o Rio Nilo em sangue, na segunda, ocorreu a invasão de rãs, a terceira foi a peste de piolhos, na quarta houve a invasão de moscas, na quinta ocorreu a morte do gado, o aparecimento de chagas aconteceu na sexta, a chuva de pedras marcou a sétima, a oitava foi a invasão de gafanhotos, a nona, as trevas e na décima, a morte dos filhos primogênitos.

 

Mesmo diante de tantos horrores ocorrendo no Egito, Faraó não cedia, não deixava o povo seguir seu caminho. Somente depois da última praga ele libertou os escravos hebreus. Porém, antes da saída do Egito, Deus instruiu a Moisés como deveria ser a comemoração da Páscoa.

 

No deserto

 

Apesar de ter liberado a saída do povo hebreu do Egito, Faraó ainda perseguiu Moisés e o povo, proximidades do Mar Vermelho. No entanto, Deus abriu o mar para que todo povo de Israel passasse, antes mesmo de serem alcançados pelos egípcios. Quando o último hebreu atravessou, Deus fechou as águas e muitos perseguidores morreram afogados.

 

Depois disso, o povo passou a peregrinar no deserto do Sinai, sendo alimentados com maná que caia do céu. Além do mais, Deus os protegia de dia com uma nuvem e durante a noite, com uma chama de fogo.

 

Foi nesse período, no Sinai, que Moisés passou quarenta dias e quarenta noites na presença de Deus para receber as tábuas dos dez mandamentos. Deus também instruiu a Moises na fabricação de um santuário móvel, que seria um local de adoração a Deus.

 

Por conta da desobediência do povo, passaram quarenta anos andando pelo deserto. Com exceção de Josué e Calebe, nenhum dos que saíram do Egito conseguiu entrar na terra prometida. Durante a liderança de Moisés o povo era, em parte, desobediente, incrédulo e ingrato.

 

A morte de Moisés

 

Depois de quarenta anos de liderança no deserto, Moisés é chamado por Deus para dizer que já era chegada a sua hora. Quando Moisés passou das planícies de Moab para o monte Nebo, no cume de Faga que ficava em frente a Jericó, Deus mostrou toda a terra que Ele já havia prometido a Abrão e seus descendentes. Porém, para Moisés era permitido apenas a contemplação, ele não poderia pisar nestas terras. Isso porque ele havia desobedecido a Deus (Números 20).

 

Moisés morreu antes de atravessar a fronteira da terra prometida. Ele tinha cento e vinte anos. Foi sepultado no vale da terra de Moab, na frente de Bet-fegor, porém ninguém sabe onde foi sua sepultura, onde Deus o enterrou.  O povo Israelita chorou por trinta dias sua morte.

 

Deuteronômio 34:6-8: E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor. E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe; e os dias do pranto no luto de Moisés se cumpriram.

 

Como um bom líder, Moisés tinha consciência de que seu tempo chegaria e que seria necessário escolher uma pessoa que poderia o substituir. Foi por isso que preparou Josué para ser seu sucessor.

 

Deuteronômio 34:9: E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés.


Em suas últimas palavras, Moisés se despede ensinando o povo sobre a importância de guardarem os mandamentos do Senhor. Em Deuteronômio 32, podemos ver seu cântico de louvor a Deus. Ele resume a história de Israel em forma de canção. Ele inclusive relembra os erros já cometidos pelo povo para não repetirem. Por fim, pediu para que todos confiassem apenas no Deus verdadeiro, que os tirou do Egito.

 

Moisés sabia que era importante que o povo soubesse que quem medita na lei do Senhor seria bem-aventurado.

 

Salmos 1:1,2: Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

As características de Moisés

 

Moisés era um homem muito próximo de Deus, sua comunhão era muito especial. Ele era chamado de servo de Deus.

 

Josué 1:2: Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.

 

Malaquias 4:4: Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.

 

Hebreus 3:5: E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar.

 

Moisés era um homem usado por Deus, sobretudo na condução do seu povo a terra prometida.

 

Salmos 77:20: Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.

Apesar de ser muito ocupado e carregar toda responsabilidade na condução do povo de Deus, Moisés ainda guardava um tempo para orar e consagrar e pedir sabedoria a Deus.

 

Êxodo 33:13: Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo.

 

Ele também orava de forma intercessora, pelo seu povo. Devemos aprender com isso e orarmos por todos.

 

1 Timóteo 2:1: Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;

 

Era um homem de muita fé e humildade.

 

Hebreus 11:24,25: Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;

 

Por isso, muitos milagres aconteciam por meio de Moisés. A fé em Deus opera muitos milagres. E essa fé é um dom dado pelo espírito de Deus:

 

1 Coríntios 12:9: E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar.

 

Moisés cultivava a comunhão entre os irmãos. É muito bom quando a igreja é unida e vive em união. A igreja primitiva entendia a importância de serem unidos.

 

Atos 2:46: E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.

 

Salmos 133:1: Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

A importância de Moisés

 

Estudando a história de Moisés aprendemos que é de sua autoria a escrita dos cinco primeiros livros da bíblia (pentateuco). Acredita-se que ele os escreveu durante o tempo que conduziu o povo o deserto.

 

Moisés é considerado como uma tipologia de Cristo por ter sido mediador na antiga aliança. Ele foi fiel a Deus e se preocupava com a honra do nome do Senhor. Ele apresentou uma fama muito grande. No novo testamento, muito se fala dele. No relato da transfiguração, ele aparece juntamente com Elias. Moisés foi o grande legislador de Israel e Elias um grande profeta.

 

CONCLUSÃO

Com este estudo sobre a história de Moisés, foi possível compreender a relevância deste personagem bíblico. Por meio dele, Deus tirou seu povo que estava cativo no deserto e fez muitas coisas excepcionais. Embora homem cheio de falhas, Moisés apresentava um coração voltado à Deus. Ele era obediente ao Senhor e cheio de fé. Que as característica de Moisés possam servir de exemplos para os crentes em Cristo e que almejam ter uma vida plena e de santidade.

 

Espero que esse estudo sobre a história de Moisés tenha sido de grande valia para sua vida espiritual. Que Deus te abençoe!

 

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