A viúva de Naim

A VIÚVA DE NAIM

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O QUE EXAMINAREMOS NESTE ESTUDO SOBRE A VIÚVA DE NAIM

 

Nesta passagem, bastante conhecida, que trata de um dos milagres mais fabulosos registrados na bíblia, examinaremos os detalhes relacionados a ressurreição do filho da viúva de Naim. Observaremos o contexto da época, as pessoas que seguiam Jesus, bem como suas características, assim como a motivação que levou Jesus a realizar tal milagre. Além disso, compreenderemos as ricas lições contidas neste relato. Vamos iniciar com a leitura do texto a seguir:

 

TEXTO: Lucas 7:11-17

 

11-E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
12-E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
13-E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
14-E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.
15-E entregou-o à sua mãe.
16-E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.
17-E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.

 

Como nosso intuito aqui é examinar as escrituras, vamos começar pelos detalhes contidos em cada versículo do que acabamos de ler.

11-E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;

 

O primeiro versículo dessa passagem já começa como se fosse uma continuidade do que Jesus estava fazendo. No caso, o dia seguinte deve estar relacionado ao dia posterior ao da cura do servo do centurião.

 

Depois disso, Jesus se dirigia a uma cidade bem pequena chamada Naim, que ficava próxima a Nazaré. Com ele, estava uma grande multidão, que sempre o seguia. Uns para o adorarem, outros o seguiam para onde quer que ele fosse, pois acreditavam que Jesus era o messias. Além desses tinham os que buscavam no mestre tão somente alcançar alguma cura ou milagre e os que objetivavam apenas julgá-lo.

 

Ou seja, existiam vários tipos de pessoas que o seguiam. Hoje, ainda é assim, diversos grupos de indivíduos “seguem” ao Senhor. Resta saber a qual grupo nós pertencemos. Você já se perguntou?


12-E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.

Neste versículo conseguimos observar um antagonismo alegórico entre as multidões. Os que seguiam Jesus, o dono da vida e os que seguiam a mulher que estavam em prantos por causa da morte do seu único filho.

 

Nunca é demais repetir que em Jesus encontramos vida e salvação, diferentemente do que nos proporciona o pecado.

João 14:6: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

 

Romanos 6:23:Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.


13-E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.

 

Este versículo deixa claro o quão sensível é nosso Senhor mediante nossas lagrimas, nosso sofrimento. De acordo com o que está escrito no livro de Tiago (5:11) o Senhor é cheio de compaixão e misericórdia.

 

Nosso Deus não quer nos ver chorando e sofrendo. Ele é nosso consolo, por isso devemos procurá-lo nos momentos em que parece que tudo está perdido.

 

Vale destacar que esse consolo também é lição. Quando somos consolados por Jesus aprendemos a consolar nossos irmãos que estão passando por momentos difíceis.

 

2 Coríntios 1:3,4: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

14-E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.

 

Jesus, então, se aproxima do caixão, que na realidade deveria ser uma tabua, maca ou caixote de madeira, pois não existiam caixões como os que conhecemos e toca nele. É interessante frisar que até nesses pequenos detalhes Jesus obedece às leis daquela época. Segundo as leis judaicas, quem tocasse em um defunto seria considerado imundo. Por isso, ele apenas toca nas bordas do caixão.

 

E isso, juntamente com sua palavra, já foi o suficiente para que seu poder se manifestasse. Como sabemos, a Ele foi dado todo poder para operar maravilhas.

 


Mateus 28:18: E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

 

 


15-E entregou-o à sua mãe.

 

Este versículo apesar de curso tem um significado gigantesco. Aqui podemos compreender que a intenção do Senhor é de nos abençoar na pessoa do Senhor Jesus.

 

Efésios 1:3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.

 

Além disso Ele quer nos entregar o que é de melhor, devolver aquilo que nos pertence, nos restaurar e nos fortalecer.

 

Jeremias 31:25: Restaurarei o exausto e saciarei o enfraqueci­do.

 

1 Pedro 5:10: O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido por pouco tempo, os restaurará, os confirmará, os fortalecerá e os porá sobre firmes alicerces.

 

16-E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.
17-E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.

 

Fica evidente aqui que quando algo sobrenatural ocorre diante das pessoas a tendência é que haja temor. Todavia, quando isso ocorre diante dos olhos dos que conhecem a origem do milagre a tendência é que imediatamente haja manifestações de louvores a Deus.

 

Como naquele local existiam grupos variados de pessoas, o que se percebia era uma mistura de temor, incredulidade e reconhecimento de um milagre. Sendo que este último acabou prevalecendo, uma vez que não pode haver contestação de uma ressurreição diante de várias testemunhas.

 

Por isso que vários dos presentes alegavam que “Deus visitou o seu povo”. Ou seja, Deus tinha vindo por meio de Jesus, ajudar quem necessitava.

 

Por causa do ocorrido, muitos anunciavam que Jesus era o Messias e seu nome ficou bastante conhecido por toda aquela região.

 

REFLEXÃO SOBRE O RELATO DA RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM

 

 

Essa passagem bíblica relata um dos três milagres de ressurreição que Jesus realizou enquanto esteve na terra.

Relata a história de uma mulher que teve perdas importantes em sua vida. A bíblia fala que ela era viúva, sendo assim, a primeira grande dificuldade foi com a morte de seu esposo.

 

Ela vivia em uma cidade por nome de Naim, que significa graciosa. Ela ficava cerca de 50 Km de Cafarnaum, cidade onde ocorreu o milagre do servo do centurião.

Você pode imaginar o tamanho do sofrimento desta mulher ao perder o marido, principalmente por causa da época em que viviam?

 

Ainda mais, porque, naquela época, o sonho de uma mulher israelita era ter um casamento em que pudesse gerar filhos para que a linhagem do esposo pudesse dar continuidade.

 

Logo de início, podemos compreender que seus sonhos foram alcançados, pois se casou e teve filho. Contudo, esse sonho passou a se tornar um triste pesadelo e sua esperança começou a ser abalada. Isso porque o seu esposo faleceu.

 

Todavia, a esperança desta mulher ainda estava em seu filho, em quem punha muitas expectativas.  Ela acreditava que ele poderia lhe dar muitas alegrias com seu futuro que, ela, como qualquer mãe, acreditava ser promissor.

 

Infelizmente, aconteceu o pior, ela teve que contemplar outra perda, talvez a maior de sua vida, a do seu filho. Ela deve ter se perguntado: E agora? Como será minha vida? Sem seu esposo e filho a viúva de Naim passou a ser uma solitária. E além de tudo, iria sofrer por falta de recursos.

 

Naquela época a mulher era sustentada pelo homem, que era o mantenedor da casa. Não era costume mulher trabalhar para buscar seu próprio sustento. Com a morte do esposo, ainda lhe restava o filho que poderia cumprir esse papel. Mas, sem nenhum dos dois, como seria sua vida?

 

Você já parou para refletir sobre o tamanho do sofrimento desta mulher? E já imaginou que como ela existem muitas pessoas, que não tem mais ninguém em suas vidas, nem sequer quem possa lhe sustentar?

 

Assim como a viúva de Naim, muitos já perderam a esperança, pois depositaram todas as suas expectativas em sonhos que acabaram sendo frustrados, muitos planos que foram traçados acabaram não dando certo.  Nesse ponto, a esperança já não é a mesma, até já tem morrido.

 

O maior problema de quem está enfrentando uma situação como o da viúva de Naim é achar que está sozinho. Não podemos esquecer que mesmo quando estamos vivenciando momentos turbulentos em nossas vidas, tem alguém que está conosco. E esse alguém é o mesmo que apareceu para a viúva de Naim, que vai renovar nossas esperanças e que pegará em nossa mão para nos colocar de pé mais uma vez.

 

A viúva de Naim jamais esperava que no momento do sepultamento de seu filho aquele quadro se reverteria, que alguma coisa boa pudesse acontecer. No entanto, Jesus apareceu e algo maravilhoso estava para acontecer.

 

A viúva de Naim poderia estar se perguntando: Por que isso? Por que comigo? O que fiz para merecer tanto sofrimento? Essas, talvez sejam as mesmas perguntas que você já fez durante seu sofrimento. Mas, não devemos esquecer que Deus nunca esquece dos seus.

 

Isaías 49:15: Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

 

Ao chegar naquele lugar Jesus percebeu todo sofrimento que a viúva de Naim estava passando. Por isso Ele se encheu de íntima compaixão e lhe proferiu palavras de conforto: “não chores”.

 

É provável que a viúva de Naim tenha pensado ou dito: Como não chorar? Eu não tenho mais nada, perdi tudo. Mas, Jesus logo mostrou para ela que não mais seria necessário chorar, porque sua esperança iria ser reavivada.

 

Quando Jesus ordenou que o menino se levantasse, talvez tenha provocado sentimentos diversos na multidão que o seguia. Aí começamos a diferenciar os grupo dos que se dizem seus seguidores. Os que só seguiam por curiosidade ou porque queriam desmascará-los com certeza acharam que suas palavras seriam sem sentido ou que viam de uma pessoa insana. Porém, os que realmente eram seus seguidores fiéis, já sabiam que ali ocorreria um grande milagre.

 

Depois que aquele menino se levantou, muitos ficaram atônitos ou até temorosos com o que estavam contemplando. Mas, a viúva de Naim e os seguidores fiéis se emocionaram e se alegraram com o milagre.

 

Com a ressurreição do menino, Jesus não estava apenas devolvendo a vida do rapaz, mas a esperança de uma pessoa que não tinha mais perspectivas de vida. Portanto, a viúva de Naim teve sua vida restaurada.

 

Aprendamos que por mais que nossa última esperança morra, Jesus estará vivo para restituí-la. Na realidade Jesus é a nossa esperança. Temos que estar sempre confiantes nele. Entreguemos tudo em suas mãos.

 

Salmos 37:5: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.

Uma última análise que podemos fazer desta passagem sobre a viúva de Naim é que a multidão que estava acompanhando o caixão estava indo em direção ao cemitério, que estava localizado fora da cidade. Sendo assim, o sonho daquela mulher estava indo embora, literalmente sendo enterrado.

 

Como era de costume, talvez tivessem pessoas contratadas para prantear, chorar e tocar músicas fúnebres e a interrupção de Jesus poderia ter soado como algo desrespeitoso, pois a música deve ter parado e o próprio Jesus pedido para que não houvesse choro. Como assim, quem é esse que ousa invadir esse momento? Mas os mesmos que pensaram isso se maravilharam com o que viram.

 

Talvez eu e você já tenhamos questionado o Senhor por causa dos momentos ruins que tiraram nossa esperança. Mas, tenhamos a convicção de que com a chegada de Jesus tudo para e o milagre acontece.

 

CONCLUSÃO

 

Este estudo sobre a viúva de Naim nos faz perceber o tamanho da compaixão Jesus para conosco. Conseguimos aprender com essa demonstração de amor que Ele não quer nos deixar sós neste mundo. Além disso, o Senhor quer nos restituir, nos fortalecer e nos dar bom ânimo para prosseguirmos em nossa jornada. Assim como diz as escrituras Ele é pai dos órfãos, das viúvas e dos necessitados. Todos nós estamos sob sua proteção.

 

Que Deus te abençoe!

 

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2 comentários

  1. A história da viúva de Naim é uma história muito interessante e que foi verdadeiro né tava na palavra de Deus tá na Bíblia tudo que está escrito na Bíblia foi o nosso Deus que deixou o nosso Deus todo poderoso que fez o céu e fez a terra aquele que tudo pode nos fortalece aquele que foi para Glória e deixou o espírito santo junto conosco mas na verdade ele ressuscitou aquele jovem que a mãe ali chorava muito porque ela já tinha perdido o esposo só tinha ela e o filho e o único filho dela faleceu na saída da cidade o senhor chega vê ela ali sofrendo chorando e o senhor teve compaixão dela né ela na verdade ela não pediu milagre mas o senhor fez milagre que Deus é poderoso por onde ele passava ele fazer milagre….

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