Estêvão

ESTÊVÃO O PRIMEIRO MÁRTIR

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O QUE EXAMINAREMOS NO ESTUDO SOBRE ESTÊVÃO

 

Neste estudo analisaremos um pouco da história de Estêvão, homem que teve sua vida ministerial interrompida por causa de acusações que o levaram a morte. Estêvão, apesar de ter tido um ministério curto, este foi bastante intenso e serve de exemplo, até hoje, para todos nós. Iremos abordar detalhes desde a sua escolha para servir na obra até a prisão que culminou em sua morte. Começaremos com a leitura do texto a seguir.

 

TEXTO: Atos 6:8-15

 

8-E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9-E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Asia, e disputavam com Estêvão.
10-E não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava.
11-Então subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.
12-E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo contra ele, o arrebataram e o levaram ao conselho.
13-E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei;
14-Porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu.
15-Então todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.

A HISTÓRIA DE ESTÊVÃO

Estêvão foi um dos sete homens escolhidos pelos discípulos para ajudarem na obra, sobretudo na ajuda às viúvas e necessitados. Essa escolha se deu pouco depois da ressureição de Cristo. Como o número de cristãos estava crescendo, os apóstolos escolhidos por Jesus não estavam dando conta do trabalho de distribuição de mantimentos e assistência aos carentes. Além disso, havia muita murmuração dos helenistas (gregos convertidos ao cristianismo) que alegavam que suas viúvas estavam sendo desassistidas.

 

Nessas circunstâncias, os apóstolos do Senhor acharam por bem não deixar de lado o ofício de anunciar a mensagem de Deus, ou seja, o ministério da palavra para “servir às mesas” dos necessitados. Por esse motivo, fizeram a escolha de sete homens de boa índole, cheios do Espírito Santo e sabedoria.

 

Essa escolha nos faz lembrar das características que os escolhidos para fazer a obra do Senhor devem possuir: Pessoas exemplares e cheias de graça e conhecimento.

 

2 Pedro 3:18: Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.

O fato de os apóstolos terem alertado que esses escolhidos deveriam estar cheios do Espírito Santo nos faz compreender que dentre os cristãos da época existiam pessoas que não viviam sob a plenitude de Deus. Então, assim como hoje, existiam os falsos crentes, os que davam lugar aos desejos da carne.

 

Gálatas 5:16: Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.

 

Romanos 8:13: Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.

Sendo impostas essas características de homens de Deus, foram escolhidos, pela multidão de cristãos, sete homens, Estêvão e mais seis: Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau.

 

Depois da escolha, todos impuseram as mãos, isto é, todos estavam lhes conferindo a autoridade, em nome e de Jesus, de assumirem um cargo extremamente importante e necessário.

 

A bíblia cita os homens que foram escolhidos naquele momento, mas ressalta que Estêvão era homem cheio de fé e do Espírito Santo. Nos parece que os sete se destacavam como crentes exemplares. Contudo, dentre estes, Estêvão ainda era mais evidenciado.

 

Um crente que é revestido de fé e cheio do Espírito Santo apresenta características que são facilmente notadas. Observamos que esse tipo de cristão faz além do que lhe é designado, ou seja, dá muitos frutos. E isso ocorre exatamente porque está ligado ao Senhor.

 

João 15:5: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

 

Por se destacar na obra de Jesus Estêvão foi perseguido pelos judeus, que passavam a fazer acusações ao seu respeito. Sempre que Estêvão anunciava o evangelho de Cristo era indagado por fariseus, escribas e homens que se diziam religiosos. No entanto, como Estêvão era cheio do Espírito Santo, que lhe conferia sabedoria, respondia a todas as indagações.

 

Estêvão, pelo poder de Deus, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Esses sinais podem ser compreendidos como realização de curas e milagres que, aos olhos dos incrédulos, seriam coisas além do alcance de suas imaginações. Era exatamente por isso que muitos estavam se convertendo ao cristianismo.

 

Isso, porém, provocava mais ira entre os seus perseguidores. Tanto que uns de algumas sinagogas como a dos Libertos, Cirineus, Alexandrinos, Cilícia e da Ásia, disputavam com Estêvão. Todavia, não resistiam à sabedoria que Deus o havia concedido.

 

Até que um dia seus perseguidores subornaram homens para que realizassem falsos testemunhos a respeito de Estêvão. Segundo esses homens, Estêvão blasfemava contra Deus e pregava em desacordo com as leis de Moisés. Por causa disso foi levado ao conselho onde os principais homens do sinédrio, de elevadas posições eclesiásticas da época, iriam julgá-lo.

 

Estêvão respondeu as acusações como um homem intrépido, sem temer ao que pudesse lhe ocorrer. Acusou a todos de terem esquecido dos ensinamentos dos profetas e que ainda assassinaram o messias. Para tanto, ele rememorou a história, com muita propriedade e sabedoria, desde Abraão, passando pelos outros patriarcas, Moisés até chegar a Salomão.

 

Além disso, Estêvão afirmou que Jesus, depois de morto, assuntou aos céus e estaria sentado a direita de Deus. Em um momento do julgamento ele fixou os olhos no céu e declarou que estava vendo a glória de Deus e o próprio Jesus à sua destra.

 

Essa afirmação de Estêvão despertou uma grande ira dos que estavam no conselho. Por isso, ele foi levado para fora, sendo expulso da cidade e apedrejado até a morte.

 

No limiar entre sua vida e morte por apedrejamento, Estêvão ainda invocava ao Senhor dizendo: “recebe o meu espírito”. Além disso, clamou por misericórdia aos seus acusadores e assassinos que, segundo ele, não sabiam o que estavam fazendo.

 

Realmente, Estêvão foi um imitador de Cristo. Até em sua morte fez a mesma coisa que Jesus, pediu a Deus que perdoasse aquelas pessoas e que recebesse o seu espírito. Será que estamos sendo imitadores de Cristo como dizemos ser?

 

Efésios 5:1: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.

 

1 Coríntios 11:1: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.

 

Como podemos ver, Estêvão foi um grande homem de Deus, apesar da sua vida ministerial ter sido tão curta. Mas, ela foi tão intensa que até hoje o temos como exemplo a ser seguido.

 

Sendo assim, vamos observar algumas características de Estêvão que poderemos destacar e que deve servir de exemplo para sermos crentes melhores.

 

ESTÊVÃO ERA CONHECEDOR DA PALAVRA DE DEUS

 

Como já podemos perceber, Estêvão era mestre nas escrituras, mas também conhecia muito da história de Israel. Sua retrospectiva de Abraão à Salomão fez com que muitos vissem o quão sábio ele era. Esse conhecimento fez com que ele rebatesse com propriedade a todas as acusações.

 

Esse exemplo devemos compreender como sendo fundamental para o cristão que quer crescer em poder e sabedoria, por isso devemos segui-lo. Precisamos, portanto, buscar conhecer mais as escrituras.

 

João 5:39 : Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.

 

É por meio do conhecimento da verdade, que é a palavra de Deus, que poderemos nos libertar das coisas desse mundo. É mediante o conhecimento da pessoa de Jesus que seremos verdadeiramente libertos.

 

João 8:32:E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

 

João 8:36: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

 

Essa liberdade também poder ser relacionada aos falsos ensinamentos de enganadores e de religiosos que, assim com os judeus daquela época, não entendem nada sobre a graça de Jesus e por isso querem ser engrandecidos por suas obras.

 

Quando temos conhecimento das escrituras passamos a compreender que Jesus é o único caminho para a salvação e que ninguém, independentemente de suas obras, é digno de salvação.

 

João 14:6: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

 

Efésios 2:8,9: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

Portanto, amados irmãos, temos que ser conhecedores da palavra de Deus, assim como foi Estêvão.

 

ESTÊVÃO ERA CHEIO DO PODER DE DEUS

 

Estêvão realizava muitos prodígios. Era notório o trabalho que ele fazia. Até a bíblia ressalta que ele era cheio do Espírito de Deus. Ninguém sem a presença de Deus em sua vida consegue realizar tais proezas.

 

É fato que nós não devemos buscar poder de Deus para nos apresentarmos diante de plateias e por isso sermos ovacionados e reconhecidos.

 

Precisamos ter comunhão com Deus para podermos ter uma vida digna de ser reconhecida como exemplar, dentro dos preceitos cristãos. Quando somos revestidos do Espírito Santo de Deus passamos a ter sabedoria e entendimento das coisas.

 

Êxodo 31:3: E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor.

 

ESTÊVÃO ERA CHEIO DE ESPERANÇA

 

Você já parou para imaginar se colocando no lugar de Estêvão? Se você estivesse sendo julgado e acusado injustamente e depois apedrejado, o que faria? No mínimo ficaria desesperado, não é? Acho que quase todos!

 

Estêvão, contudo, depositou toda sua esperança no Senhor. Ele não via nada que não fosse sua vida sendo recebida por Deus.

 

Salmos 37:5: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.

 

Salmos 27:14: Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.

 

Como crentes em Cristo devemos ser esperançosos. Se assim prosseguirmos, seremos pessoas melhores e uma igreja para os necessitados e sem esperança.

 

ESTÊVÃO ERA CONVICTO E CORAJOSO

 

Mesmo diante de tantas acusações, Estêvão se manteve convicto de seus ideais e os defendia com muito afinco. Quando ficou conhecido pelo que fazia, começou a ser perseguido e ameaçado. No entanto, não olhou para trás, com coragem continuou a obra que lhe foi dada.

 

Ele sabia que a qualquer momento poderia ser preso ou morto. Mas, ele era corajoso e conhecedor das palavras de ânimo de Jesus, que diziam que eles seriam perseguidos, mas venceriam o mundo.

 

João 16:33: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Nós crentes, anunciadores do evangelho, temos que compreender que quem é fiel a Deus deve ser corajoso para anunciar sua mensagem, principalmente em épocas como a que estamos vivendo, quando se torna cada vez mais difícil falar sobre os ensinamentos de Jesus. Mas, não devemos temer as perseguições.

 

Mateus 5:10: Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

 

Estêvão não se preocupava em lisonjear ninguém, apenas em pregar a verdade. Por isso teve a coragem de falar diante do sinédrio que Deus não habitava em templos feitos pelos homens. Ele era preparado, por isso conseguiu suportar todas as coisas que passou.

CONCLUSÃO

 

Neste estudo sobre a vida ministerial de Estêvão compreendemos que servir a Deus não é fácil, ainda mais quando o contexto seja ele cultural, social ou político não nos é favorável. Sabemos que quando falamos no nome de Jesus poderemos encontrar rejeições ou, até mesmo, perseguições. Por isso, devemos, assim como Estêvão, estar preparados, sobretudo, munidos do conhecimento da verdade. Além disso, que possamos buscar o revestimento espiritual da parte de Deus para nos tornarmos intrépidos, corajosos e dispostos a fazermos o ide do Senhor. Que Deus te abençoe!

 

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