Semana Santa e Páscoa

ESTUDO SOBRE A SEMANA SANTA E A PÁSCOA

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A Semana Santa é um período bastante lembrado por muitos cristãos. Seu significado, segundo a igreja católica, está associado ao período em que Jesus Cristo foi preso, crucificado, morto e ressuscitado.

Para os católicos, a Semana Santa inicia-se no Domingo de Ramos e se estende até o domingo de Páscoa, que é o da ressurreição. É possível estudarmos esse período nos evangelhos de Mateus (capítulo 21); Marcos (capítulo 11); Lucas (capítulo 19) e João (capítulo 12).

 

SEMANA SANTA

 

De acordo com a tradição católica, antes da Semana Santa ocorre o período de preparação para a Páscoa, que é chamado de quaresma, pois tem duração de aproximadamente 40 dias. Esse tempo de preparação inicia-se logo após o carnaval, na Quarta-Feira de Cinzas.

 

Segundo a igreja católica esse é o momento em que os cristãos devem se purificar dos pecados, por isso fazem penitências, jejum e sacrifícios.

 

O término da quaresma dá início a Semana Santa, que ocorre no Domingo de Ramos, passado pela segunda santa, terça santa, quarta santa e quinta santa. Após, os dias santos têm-se a sexta-feira da paixão, que simboliza a crucificação de Cristo por amor de nós, o Sábado de Aleluia, que se refere ao dia de espera pela ressuscitação e o Domingo de Páscoa, que é o dia em que Jesus venceu a morte e ressuscitou.

 

QUE TEM NA BÍBLIA SOBRE SEMANA SANTA

 

Na bíblia não encontramos nada sobre a Semana Santa ou algum ritual que os cristãos devem seguir durante este período. Contudo, é possível observar alguns acontecimentos registrados desde a entrada de Jesus em Jerusalém até a sua morte e ressurreição.

 

O Domingo de Ramos representa a entrada triunfal de Jesus montado em um jumento. Essa entrada em Jerusalém, pelo messias é profetizada pelo profeta Zacarias.

 

Zacarias 9:9: Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.

 

Ao passo que Jesus ia adentrando em Jerusalém, as pessoas que o seguiam iam gritando o seu nome e o glorificando.

 

Marcos 11:8-10: E muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor;
Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.

Jesus, portanto, entrou em Jerusalém e seguiu ao templo e o purificou. Lá Ele expulsou os que faziam comercio no templo e falou com os fariseus onde mostrou toda sua autoridade.

 

Lucas 19:45,46: E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, Dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores.

 

Após isso, no Monte das Oliveiras, ensinou aos seus seguidores algumas coisas sobretudo relacionadas ao final dos tempos.

 

Lucas 21:37 Jesus passava o dia ensinando no templo; e ao pôr-do-sol caminhava até o monte chamado das Oliveiras, onde passava a noite.

 

O mestre foi orar no Getsêmani, já sabendo o que o aguardava, isto é, que seria traído por um dos seus e entregue para a crucificação.

 

Lucas 22:54: Então, prendendo-o, o levaram, e o puseram em casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia-o de longe.

Depois que foi julgado e açoitado pelos soldados romanos, ainda foi obrigado a carregar a cruz pelas ruas de Jerusalém. Esse percurso passou a ser chamado de via dolorosa.

 

Depois de ter passado por todo esse sofrimento, foi crucificado no Gólgota, ainda na sexta-feira, por volta da hora terceira. Como para o judeus a primeira hora do dia era as seis da manhã, compreendemos que a crucificação de Jesus ocorreu às nove da manhã.

 

Marcos 15:25: E era a hora terceira, e o crucificaram.

 

Cerca de seis horas depois, à hora nona ou 15h da tarde, o messias deu seu grito angustiante: Eloí, Eloí, Lamá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

 

Marcos 15:34: E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

Depois destas palavras, o Senhor morreu pendurado na cruz. Depois de sua morte o seu corpo foi preparado para ser colocado em um sepulcro de pedra que ficou sendo vigiado por soldados romanos.

 

Ao terceiro dia, ou seja, no domingo, o nosso salvador venceu a morte e ressuscitou.

 

Marcos 16:9: E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.

 

OS EVANGÉLICOS DEVEM COMEMORAR A SEMANA SANTA?

 

De uma forma geral os evangélicos não comemoram esse período, mas respeitam por se tratar da morte do salvador. Contudo, não utilizam apenas essa data simbólica para relembrarem do período de sofrimento de Cristo. Isso porque a bíblia não instrui que devemos comemorar um dia específico da morte de Cristo.

 

Romanos 14:5: Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.

 

Muito pelo contrário, devemos relembrar constantemente esta data, não só em uma semana específica do ano. A morte e ressureição de Cristo é sempre lembrada nas celebrações de Santa Ceia.

 

1 Coríntios 11:26: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

 

A bíblia não fala que devemos realizar rituais ou sacrifícios específicos para comemorar a Semana Santa. Dessa forma, carregar cruz em penitência ou fazer um jejum específico para aquela semana não é ensinado na bíblia.

 

Durante a Semana Santa também é comum a realização de jejum. Entendemos que a prática do jejum não está errada, mas temos a compreensão de que este não precisa ser realizado durante ou apenas neste período comemorativo.

 

Nessa mesma perspectiva há uma proibição do consumo de carne vermelha. Como já sabemos, a restrição para tipos de alimentos não existe mais. O próprio Jesus explicou que o que contamina não é o que entra, mas o que sai de nossas bocas.

 

Mateus 15:11:O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.

 

A PÁSCOA E A SEMANA SANTA

 

Existe uma estreita relação entre a Páscoa e a Semana Santa. Muitos até acreditam ser a mesma coisa ou que em ambas as datas se comemora a morte e ressureição de Jesus, mas na realidade não compreendem o significado específico de cada uma dessas datas.

 

Vamos primeiramente compreender o que é a Páscoa, bem como sua origem, registrada no Antigo Testamento. Depois, faremos uma análise da comemoração no Novo testamento, assim como sua relação com a Semana Santa.

 

Inicialmente devemos compreender o significado do termo páscoa. Na realidade não temos, na língua portuguesa um termo ou vocábulo relacionado a Páscoa. Essa palavra passou a ser por nós utilizada por meio da liturgia da igreja católica. Sua origem é grega, mas é originário de um verbo hebraico, pasoh, que quer dizer “passar além” ou “passar por cima”

 

Essa palavra descreve a passagem do anjo pelo Egito, época que se encontrava cativo o povo israelita. Naquele acontecimento o anjo da morte visitou as casas de todos que não tinham em seus umbrais de portas a marca do sangue do cordeiro, que serviria de sinal de que aquela família estaria salva.

 

Depois que todos os filhos primogênitos foram mortos pelo anjo, os israelitas, enfim puderam sair da escravidão. O povo ainda recebeu livramento no deserto e passou pelo mar vermelho onde obteve a libertação definitiva.

 

Após Deus ter livrado os israelitas da escravidão egípcia, passaram a comemorar a Páscoa do Senhor, como forma de lembrar sua libertação do Egito.

 

Êxodo 12:14:E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

Esta festa ocorria em apenas um dia, mas como a festa dos pães ázimos, ocorria logo no dia seguinte e durava uma semana, passou-se a associar a Páscoa e a festa dos pães ázimos como sendo uma só festa.

 

Levítico 23:5,6: No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa do Senhor. E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos.

 

OS ELEMENTOS DA PÁSCOA

 

É importante destacar que existiam alguns elementos simbólicos na comemoração da Páscoa. São eles:

 

Cordeiro: representa o sacrifício e o preço da libertação. Este cordeiro deveria ser sem mácula e um primogênito de apenas um ano de idade. Toda família deveria participar e comer do cordeiro.

 

Pães ázimos:  eram feitos de farinha sem fermento, representando o curto tempo para serem feitos, associando com a pressa para fugirem. Além disso o pão sem fermento representa a não influência maligna.

 

Ervas Amargas: representam a opressão do Egito e a amargura da escravidão. Elas deveriam ser colocadas junto ao cordeiro para dar mais sabor.

 

Sangue: representa a expiação, proteção e a salvação.

 

A PÁSCOA DO NOVO TESTAMENTO E A RELAÇÃO COM A SEMANA SANTA

 

Muitas pessoas consideram a Páscoa e a Semana Santa como sendo um só evento. Isso acontece por falta de conhecimento e pelo fato da morte de Cristo ter ocorrido justamente na época da Páscoa dos judeus. Será que foi uma mera coincidência? Claro que não. Vamos saber o porquê.

 

Como já vimos, na comemoração da Páscoa dos judeus, era necessária a presença de alguns elementos.

 

O cordeiro: Neste caso o cordeiro sacrificado foi o próprio Cristo. Ele foi quem nos libertou dos nossos pecados.

 

João 1:29: No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

 

O cordeiro deveria ser sem mácula, Jesus o foi. Nele não se achou pecado ou contaminação.

1 Pedro 1:19: Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,

Os pães ázimos: Não poderiam ter fermentos, simbolizando a pureza e ausência de corrupção. Jesus alertou sobre o fermento dos fariseus e saduceus.

 

Mateus 16:11: Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?

Ervas amargas: Simbolizava a amargura que Jesus sofrera durante a condenação e crucificação. Essa amargura também tinha o peso dos nossos pecados sobre os ombros do mestre. As amarguras dos israelitas era o calvário do Egito, assim como o de Cristo era a cruz.

 

Sangue: O perdão e o livramento, assim como para os israelitas no Egito, vieram para nós por meio do sacrifício de sangue. Sem sangue não há remissão de pecados.

 

Hebreus 9:22: E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.

 

E o sangue de Jesus na cruz nos purificou do pecado.

 

1 João 1:7: Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

Podemos agora compreender que a Páscoa e a Semana Santa são festas diferentes, mas que são indissociáveis, pois a morte e ressureição de Jesus ocorreu no período de comemoração da Páscoa. Além disso, toda simbologia do sacrifício do cordeiro na época da libertação dos israelitas, já apontava para o maior dos sacrifícios, o de Cristo na cruz.

 

O COELHO DA PÁSCOA

 

Você já deve ter percebido que sempre que é chegada a data comemorativa da Semana Santa, existe a aparição do coelho com seus ovos. Mas, afinal, o que o coelho tem a ver com a Páscoa?

 

Essa nada mais é do que mais uma das astúcias de satanás, que tenta burlar e desfazer o verdadeiro significado das coisas de Deus. Assim como diabo tenta mudar a significado do nascimento do salvador, usando o papai Noel, na simbologia da comemoração da morte de Cristo por nossa salvação a tentativa é utilizar um coelho e seus ovos de chocolate.

 

Neste caso, temos a substituição do cordeiro sem mácula por um coelho com seus ovos cheios de enfeites.

 

A utilização do coelho começou a acontecer por volta de 1915, na França. A ideia era mostrar que o coelho representa fertilidade e o ovo significa origem, começo e nele está contida a vida.

 

Não poderemos jamais aceitar esse tipo de deturpação. Não existe nada na bíblia que ensine esse tipo de coisa. Além do mais, se no ovo contém a vida, Jesus Cristo é a própria vida.

 

João 11:25: Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

 

CONCLUSÃO

 

Apesar de compreendermos que algumas das tradições que tem por essência comemorar alguma coisa relacionada a Deus, precisamos ter bastante cuidado e discernimento, para não entrarmos em enganos de ensinamentos. Não necessitamos cumprir ou participar de tradições que a bíblia não orienta. O próprio apóstolo Paulo nos alertou sobre isso (1 Timóteo 4:1-3).

 

Na realidade, precisamos, sim, relembrar constantemente do seu nascimento, ensinamentos e sua morte por nós. Essas recordações nos conduzirão ao caminho certo. Que Deus o abençoe.

 

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